17 de fevereiro de 2011

Conto de Fadas na Educação Infantil

Características
Fanny Abramovich
         Partem de situações reais, que muitas crianças já viveram

         Lidam com a fantasia, com as emoções.

         Acontecem num lugar esboçado, fora dos limites do tempo e do espaço, mas por onde qualquer um pode caminhar.

         Os personagens são simples e colocados em inúmeras situações diferentes, onde tem que  buscar e encontrar uma resposta de importância fundamental, estimulando a criança a percorrer e achar unto uma resposta para o conflito.

         Esse processo é vivido através da fantasia, do imaginário, com intervenção de entidades fantásticas.
         Partem de um problema vinculado a realidade (estado de penúria,carência afetiva, conflito entre pais e filhos) que desequilibra a tranqüilidade inicial.

         O desenvolvimento é a busca de soluções, no plano da fantasia com introduções de elementos mágicos (fadas, bruxas, anões, duendes).

         A restauração da ordem no desfecho da narrativa, quando há uma volta ao real.



Importância

         Os autores aceitam o potencial imaginário da criança mas transmitem à ela a idéia de que ela não pode viver indefinidamente no mudo da fantasia, sendo necessário assumir o real em tempo hábil.

         Lidam com conteúdos essenciais à condição humana.
         A magia não está no fato de haver uma fada, mas na forma de ação, de aparição, de comportamento, de abertura de portas...

         Cada elemento do conto de fadas tem um papel significativo, importantíssimo e se for retirado, suprimido ou atenuado, ai impedir que a criança compreenda integralmente o conto.
         Ao adocicá-los, retirar-lhes os conflitos essenciais, tira-se também toda a sua densidade, significado e revelação...

         Psicanalistas, sociólogos, psicopedagogos, psicólogos são estudiosos dos contos de fadas.



Bruno Bettelhein

         “Explicar para uma criança por que um conto de fadas é tão cativante para ela, destrói, acima de tudo, o encantamento da história que depende em grau considerável de a criança não saber absolutamente porque está maravilhada. E ao lado do confisco deste poder de encantar vai também uma perda do poder do potencial da historia  em ajudar a criança a lutar por si só e a dominar exclusivamente por si só o problema que fez a historia estimulante para ela.
         As interpretações adultas por mais corretas que sejam roubam da criança a oportunidade de sentir, por sua própria conta através de repetidas audições e de ruminar acerca da historia, enfrentar com êxito uma situação difícil.  Nós crescemos, encontramos sentido na vida e segurança em nós mesmos, por termos entendido ou resolvido problemas pessoais por nossa conta, e não por eles nos terem sido explicados por outros.”


O medo

         O que pode provocar o medo é diferente para cada um, conforme as percepções, as experiências que enfrenta.
         Os medos estão presentes no cotidiano de todos, com os quais convivemos de um jeito ou de outro numa intensidade ou em outra.
         Medos, se aprende a enfrentar, desvia, superar, substituir, com os quais se aprende a conviver ou a lidar.


O amor
Sobre o amor em todas as suas dimensões:
         Sofrimentos
         Encantos
         Possibilidades
         Entregas e plenitudes
         Início e término...


A criança

         Mostram perspicácia
          única e especial
         Inteligente e viva ...
         Voltada para si mesma
         Querendo se conhecer, se saber, se encontrar...

As carências

         Pobreza
         Afetividade
         Abandono
         Separação
         Rejeição
         Frio
         Fome


As Auto descobertas

         A própria identidade
         Estereótipos
         Descoberta de si mesmo
         A questão é descobrir quem somos, perceber o quanto podemos, com quem contamos, o que desejamos, nossos valores...


“É só estarmos atentos ao nosso processo pessoal, às nossas relações com os outros e com o mundo, à nossa memória e aos nossos próprios projetos, para compreender que a fantasia é uma das formas de ler, de raciocinar, de sentir.. O quanto a realidade é um impulsionador para desencadear nossas fantasias.” (Fanny)

Nenhum comentário:

Postar um comentário