26 de fevereiro de 2011

Contos com Caixas - João e Maria

A caixa que conta a historia de João e Maria precisa estar decorada em todos os lados já que os personagnes vão se movimentar em torno dela.
A apresentação da caixa deve ser valorizada antes de abri-la. Uma opção é explorar o exterior apreciando o ambiente onde acontecerá a historia.








A casa de João e Maria é simples, como conta a historia, desguanecida de qualquer luxo. A presença dos pais neste conto é fundamental, pois faz alusão ao abandono.









A floresta onde João e Maria vão procurar os pais vai baixar depois que eles avistarem a casa da bruxa lá no meio. Uma idéia é enfeitar a casa da bruxa com balinhas de verdade, para no final da historia ou mesmo quando João e Maria forem comer, as crianças que ouvem interagirem com a historia.
A casa da bruxa tem algumas caracteristicas: o gatinho, a vassoura e o lugar onde João vai ficar preso, além de ser atraente pelas guloseimas, que se não forem de verdade devem ser decorativas.
As arvores são feitas com canudos de papel no tronco e garrafas pet nas copas.
Os bonecos desta caixa são desproporcionais aos moveis da casa sim, mas justifica-se pelo fato de que quem os manusearia depois da historia eram crianças de 2 anos e bonecos muito pequenos não são recomendaveis para esta idade.
A bruxa é uma boneca da sala que foi caracterizada com massinha de biscuit e chapéu de EVA fixado com cola quente.
Crianças maiores podem contar a historia uma para a outra, manipular os bonecos e o professor deve estar atento aos enredos que as crianças criam. Quem sabe surge um novo final, um detalhe da vida de alguém que pode ser de vez em quando inserido na historia.
Alguns detalhes são importantes na historia como as crianças terem ficado sozinhas, a procura pela sobrevivencia, a luta contra os obstaculos, as soluções .
Os dois cenarios são moveis, sendo assim é possivel criar outros cenarios e contar outras historias com a mesma caixa.











Em  "A Psicanalise dos Contos de Fada" Bruno Bethelhein faz considerações sobre este conto:

A criança não está ciente de seus processos internos, razão pela qual estes são externalizados no conto de fadas e simbolicamente representado por ações que valem pelas lutas internas e externas. p. 183

O conto de fadas é a cartilha onde a criança aprende a ler sua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual. A criança precisa ser exposta a essa linguagem, e deve aprender a prestar atenção a ela, se deseja chegar a dominar sua alma. p. 197

Assim, o lar paterno “próximo a uma grande floresta” e a casa fatídica nas profundezas da mesma floresta são apenas, em nível inconsciente, dois aspectos do lar paterno: o gratificador e o frustrante. p. 199

Uma bruxa forjada pelas fantasias ansiosas da criança, persegue-a; mas uma bruxa que ela pode empurrar para dentro de seu próprio fogão para que morra queimada é uma bruxa da qual a criança pode se livrar. Enquanto as crianças continuarem acreditando em bruxas – sempre o fizeram e sempre o farão – até a idade em que não sejam mais compelidas a dar aparência humana às suas apreensões informes, elas necessitarão de estórias onde crianças se livram, pela engenhosidade, destas figuras persecutórias da imaginação. p. 202

“João e Maria” lida com dificuldades e ansiedades da criança que é forçada a abandonar sua ligação dependente com a mãe e a libertar-se da fixação oral.

Lendo com Lupa: O que me fez amar os contos de fadas foi a reação das crianças diante das historias, os olhares, o facinio estampado no rosto, o medo, o tremor de alguns, os comentarios, conversas , desenhos e comportamentos após o conto. 

Um comentário:

  1. lindo amei matheus adorou neh sempre pedi pra ver o homem que amava cxs

    bjinhoooo linda felicidade

    ResponderExcluir