20 de julho de 2011

III Semana da Educação São José SC

 Nos três últimos dias , 18 a 20/07, participei da III Semana da Educação. Entre conferencias, palestras, mini cursos e oficinas pedagogicas muitas idéias renovadas, muitos conhecimentos renovados, muitas praticas questionadas.  
Leonardo Boff  em comferencia Educação: Principios e Práticas Humanizadoras




"O Pensamento que produziu a crise não vai nos tirar dela, precisamos pensar difente. A educação é um ato politico que liberta ou aliena." Precisamos ver a dimensão libertadora da educação. Ter cuidado um com o outro. Cooperação de todos com todos, interdependencia onde possamos existir e coexistir"


Outra Palavras: Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte. ( trecho "A carta da Terra)

Maria Helena S. Bonilla e Maria Luiza Beloni
Tecnologias Digitais: desafios e possibilidades.
"Dominar as telinhas para não ser dominados por elas."
" O foco nas possibilidades de autonomias"
"Os dispositivos sofisticados e ambientes (das tecnologias) podem funcionar como meio de opressão da liberdade ou como meios efetivoas da pratica da cidadania."

Gladys Mari Ghizoni Teive
Curriculo e Contemporaneidade: descompassos
"Curriculo: Recorte - Seleção - Conhecimento - Cultura
Produção de subjetividades e identificações. Zonas de produtividades e produção de sentidos."
A seleção de conteudos é feita conforme quer produzir subjetividades.
O curriculo que é legitimado é aquele que mantem conceitos muito significativos a quem interessa a manutenção da reprodução dos principios da hegemonia da sociedade.
Cita André Chervel "Todo curriculo carrega uma noção de subjetivaçãoe de sujeito."
 O que eles são ? Quem queremos que eles se tornem ? (nossas criaanças)
Todo curriculo tem uma aposta: pense de uma determinada forma, aja... As subjetivações estão inseridas no curriculo. Sobre os descompassos entre a criança e a escola: os "alienigenas" (Bill Green)
"El nino e La nina" de Sandra Corazza sobre os novos modos de subjetivação do infantil,
Cirio Vandresen
Saber e Sabor
Uma proposta de alimentação organica  para as crianças da rede municipal.


Elizeu Clementino de Souza
Educação Integral na Escola de Tempo Integral: desfios pedagogicos, processos de aprendizagem e trabalho docente.
"Diário de aula: espaço narrativo do professor. Tempo e espaço do pensamento do professor. Trabalho reflexivo que pensa sobre nossas historias. Instrumento de auto investigação que é do professor e não para o coordenador dar visto."


Padre Vilson Groh
Reciprocidade: Educação x Território
"O olhar do dano vitimiza o processo de relacionamento influenciando no processo de aprendizagem."
"A escola é espaço de humanização, de produção ou de enquadramento e adaptação ?""Qual a relação entre a historia de vida da criança e o conteudo curricular ?"  A parede da escola diz qual é a proposta pois é repleto de produções do aprendente. Escola como mediador de vivencias, o conteudo é vida em processo de construção onde a criança fique facinada de vir todos os dias.


Outras Palavras : Todos sabem o que são gaivotas. Aves que são facilmente encontradas voando junto às costas oceânicas. Geralmente vistas em bandos, fazendo voos baixos, próximo a barcos de pesca. As gaivotas têm instintos e comportamento simples. Procuram achar seu grupo e juntas se alimentam das migalhas e sobras que os marinheiros jogam ao mar. Se contentam com pouco. Não fazem nada de mais ousado para obterem algo melhor. Vivem sempre voando baixo com um desempenho medíocre.
Comportam-se assim porque foram acostumadas com essa miséria. A baterem as asas com o mínimo de esforço para conseguirem seus restos de comida.
Porém, uma ou outra tem a ousadia de procurar voar mais alto. Sentir o cheiro de ares diferentes daqueles que está acostumada a sentir nas encostas, e todas tem a capacidade de fazer isto. Logo, com uma visão de horizonte mais ampla, percebe a existência de cardumes de peixes. Da mesma maneira que ousou voar mais, também ousa aprender a pescar. Desafia-se a dar mergulhos fulminantes contra a superfície do mar. Após algumas tentativas, emerge vitoriosa com um peixe vivo, fresco e suculento em seu bico. Ela não é mais dependente das migalhas. Ela sabe voar alto, procurar e pescar seu próprio alimento.
Não somos diferentes das gaivotas. Se quisermos podemos ficar acostumados com o pouco, “voando baixo” na mesmice e fazendo tudo que nosso “bando” faz. Os que têm coragem voam alto e procuram aprender o mundo a sua volta. Estudar seus oceanos. Se misturar a novos grupos, conhecendo novos hábitos e línguas. O que não podemos e ficar acomodados em nossos ninhos esperando as migalhas serem jogadas. Todos podemos pescar os nossos próprios peixes.
Lourival José Martins Filho
Educação e Alteridade
"O ser humano precisa da relação com o outro para aprender" O grande desafio é ensinar e o professor é capaz de fazer Transposição didatica, ou seja, tranformar o conteudo de forma que o outro aprenda.
"Fazer o outro se apixonar pelo objeto do conhecimento,
sem abreviar a infancia, nenhum recurso é suficiente se o humano não estiver ali."



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