A música 2 da "lista de musicas" (ao lado) foi introduzida na roda de uma turma de crianças, a maioria menores que 2 anos. A "casa", uma caixa de sapatos decorada como tal, trazia dentro um espelho. Cantando a música a caixa foi passada de mão em mão e cada criança abrindo a janela olhava quem estava lá dentro. Questionadas as respostas surpreendiam: alguém tá lá dentro, uma pessoa, não sei... A s crianças que ainda não verbalizavam davam de ombros ou respondiam com expressão facial interrogativa. Convidadas a fazer uma casa para a nossa sala pintaram o telhado deixando-o to colorido. As paredes foram coladas sobre o espelho, tiveram as janelas recortadas onde as crianças podiam se ver e ao outro a meio corpo e na porta de corpo inteiro. Segundo Bastos e Der (in Mahoney, 39), "A imagem corporal pode ser reconhecida e diferenciada, compreendida como um desdobramento entre a imagem e o corpo concreto, o que possibilita a representação e unificação do corpo em uma totalidade, isto é, a capacidade da crinaça em reconhecer a imagem diferenciada do próprio corpo.(...) A consciencia corporal é condição fundamental para a tomada da consciencia de si para o processo de difernciação eu-outro, e pode ser compreendida como prelúdio da constituição da pessoa." Com base na teoria de Henry Wallon supracitada, e atenção às reações das criaças diante do espelho as intervenções foram sendo feitas, verbalizadas. Situações como ver duas crianças observando o ambiente refletido no espelho e virando-se para olhar em volta para conferir, ou vendo duas pessoas no espelho, lado a lado, sendo que uma delas ela podia tocar, e então quem era o outro(ela própria) ao lado do colega !!?!! E nesse processo de participação mutua na construção da identidade de cada um o grupo foi conhecendo, reconhecendo e reconhecndo a si mesmo como pessoa. Para que o professor tenha uma idéia daquilo que vive a criança nesse estágio (segundo Wallon), é interessante imaginar a sua própria vida sem nunca ter visto a própria imagem. Muitas foram as vezes em que a música foi cantada quando a criança observava a sua própria imagem no espelho. Depois lançou-se mão de acessórios como máscaras, perucas, chapéus, fantasias, pentes e escovas foram deixados ao alcance das crianças para que fossem explorando as possibilidades, as percepções de si e do outro. Colocando e retirando a máscara ou a peruca atuando sobre a própria imagem. Nas fotos uma referencia ao trabalho e na bibliografia uma refeerncia a teoria.
MAHONEY, Abigail A. (2004) (orgs). Henry Wallon-Psicologia e Educação. São Paulo: Loyola.
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